Precisa de ajuda para planejar seu intercâmbio? Confira todas as dicas para aprimorar o seu inglês em Malta

Aprimorar o inglês, viver uma nova experiência cultural, morar sozinho em um outro país, enfrentar medos e evoluir como pessoa. Tudo isso tem motivado cada vez mais os jovens brasileiros a fazer um intercâmbio.

Os benefícios dessa troca de país são inúmeros, mas sempre há dúvida de qual o destino ideal para realizar um intercâmbio de forma proveitosa e segura.

Canadá, Estados Unidos, Inglaterra e Austrália são os preferidos. Mas existem muitos outros destinos indicados para fazer essa troca cultural e conquistar evolução na carreira e bom aprendizado prático no Inglês.

Se você ainda não incluiu Malta em sua lista de destinos para intercâmbio, confira a experiência da Mayra Demari, 28 anos, contadora.

Foi no ano de 2016 que a jovem brasileira, com 25 anos de idade, sentiu a necessidade de melhorar seu inglês, viver uma nova cultura e viajar sozinha.

“A necessidade de falar fluente outra língua, a vontade absurda de viver em outro pais, conhecer meus medos e superar os meus limites, além do próprio sonho de voar sozinha (que nunca tinha acontecido até então) foi minha maior motivação”, explica Mayra, que passou seis meses em Malta.

O destino: República de Malta, um pequeno conjunto de três ilhas –  Malta, Gozo e Comino – no Mar mediterrâneo, foi definido depois de muitas pesquisas. Das três ilhas a única com estrutura para viver é Malta. Na bagagem de volta ela só trouxe experiências positivas, que você confere a seguir:

“Foi completamente positivo fazer meu intercâmbio nesse destino. Malta é uma ilha muito interessante que eu nem sequer sabia que existia, até começar as pesquisas. De início queria Londres, mas quando conheci Malta foi amor à primeira vista. A língua nativa é o Maltes, mas 90% da população fala inglês britânico (o meu preferido). Apenas a população mais velha não fala inglês”, conta Mayra.

Ela conta que um dos pontos positivos é encontrar poucos brasileiros, pois assim você consegue desenvolver melhor o inglês e evita o português, além de encontrar pessoas de muitos outros países, sendo possível conhecer culturas de muitos outros lugares do mundo, além do destino em que está.

“A quantidade de brasileiros é muito menor quando comparado a Austrália, Canadá e Inglaterra. A mistura dos turistas é grande e muito positivo. Você conhece desde chineses até turcos. Desenvolvi em 6 meses o que eu não desenvolvi em 5 anos de escola particular no Brasil. Além de que aprendizado quando se mora fora não se limita só a sala de aula. Nos passeios, nas festas, nas amizades, no contato diário com gente que não fala nem “oi” em português”, acrescenta Mayra.

A rotina da jovem era de muito aprendizado, com aulas diárias de inglês das 8h às 14h30. No final do seu intercâmbio surgiu até a oportunidade de trabalho no destino, mas a saudade da família e os planos no Brasil a fizeram retornar

“Consegui um trabalho em uma auditoria, mas tive que fazer a difícil escolha de construir uma vida lá ou voltar junto da minha família no Brasil. A segunda opção tocou meu coração mais forte”, afirma Mayra.

Mas nem sempre é tudo maravilhoso. A saudade da família e do Brasil é muito comum para a maioria das pessoas que fazem intercâmbio. No caso de Mayra não foi diferente. Aguentar o período todo que foi planejado não é fácil para ninguém, mas a regra é focar e não desistir.

“No início é tudo lindo. Você está empolgada, conhece mil pessoas. Com 3 meses você começa a se despedir dos seus amigos que já concluíram o intercambio e precisam retornar para o seu país. A saudade da família e amigos começa a bater forte. O jeito é focar nos seus objetivos e lembrar que aquilo é o seu sonho, de quanto você batalhou para estar ali. Então você chora por uma noite no seu travesseiro e acorda renovada, conhece novas pessoas, vive novos momentos, e depois sofre para decidir se quer mesmo voltar para o Brasil. Superar limites sempre foi minha frase preferida”, ensina Mayra.

Qual a escola?

“Escolhi uma escola chamada Chamber College. Além do preço acessível para mim, não tinha mais que um brasileiro por sala. Isso foi crucial para que eu pudesse melhorar o meu inglês. A escola é excelente. Métodos nada monótonos e a interação com os outros alunos era 100%. Além de que eu ganhei a aula intensiva, então foi de longe minha melhor escolha. Gostei tanto que ampliei o tempo do meu intercâmbio. Era para eu ficar três meses, mas estendi para seis meses”, indica Mayra.

Qual agência de intercâmbio?

“Fechei com uma agencia no Bairro da Saúde – SP, chamada WakeUp Intercâmbios. Recomendo. Me deram suporte desde o primeiro contato aqui no Brasil. Muito prestativos e atenciosos durante todo o intercâmbio. Uma vez fiquei bem doente e com medo, porque é muito difícil falar termos médicos em inglês. Então pedi ajuda para eles e me deram total auxilio para ir no hospital e tomar a medicação correta”, afirma Mayra.

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Mayra fez seguro e usou. “Acho um gasto útil e muito necessário. Só precisei usar uma vez quando fiz um mochilão. Na ocasião, peguei uma alergia em um Hostel em Madrid. Quando voltei fiquei muito mal, febre e várias feridas no corpo todo. Entrei em contato com o seguro, me direcionaram até o hospital, passei na consulta e fui medicada na hora”, conta aliviada em ter um seguro nesse momento.

Hospedagem durante o intercâmbio – “Eu optei por ficar na residência estudantil da escola. Era um prédio com vários apartamentos. Meninos e meninas ficavam separados. O nome do prédio que morei é Conventry, localizado em Gzira, a 5 min. a pé da escola. Perto de mercado, fácil acesso para pegar ônibus para o centro. Tudo bem perto. Morávamos em 6 meninas.

Foi muito positivo. Conheci muita gente. Morei com uma colombiana que ficamos muito amigas, inclusive já veio aqui para o Brasil e eu a visitei na Colômbia. Depois dividi com uma Turca, muito religiosa que me ensinou muito sobre a cultura dela. A gente compartilhava nossa cultura, as comidas típicas de cada país. Muito aprendizado.

A gente sempre mantinha o apto em ordem e 1 vez por semana (as quintas) a escola enviava uma pessoa que dava uma geral na casa, repunha guardanapos, papel higiênico e checava se tudo estava funcionando. Não me arrependo em nada de ter escolhido apartamento estudantil”, detalha Mayra.

Clima em Malta – “Escolhi Malta por conta do clima também. É bem parecido com o Brasil. Entre julho e setembro faz bastante calor, mas suportável. Renderam boas praias. Já de outubro a janeiro é bem frio, mas não neva. Tem alguns dias de chuva, muito vento, mas a temperatura em si é suportável. Parecido com Campos do Jordão, em SP”, descreve Mayra.

Pontos turísticos de Malta

A República de Malta é formada por 3 ilhas: Malta, Gozo e Comino. Mas a única com estrutura para morar é Malta.

Ilha de Gozo – Azur WIndow – Era a famosa janela natural que infelizmente hoje não existe mais; porém o local é lindo e ainda vale a visita.

Comino – Uma ilha com praia paradisíaca;

Popeye Village – A vila onde foi gravado o primeiro filme do Popeye, com Robin Willians. “Como os produtores do filme não tinham dinheiro para pagar ao governo de malta, deixaram a estrutura como patrimônio do pais, estimulando o turismo local. O governo cuidou e hoje é um ponto turístico muito divertido, com praias e todo cenário do filme. É possível fazer até uma remake do filme”, sugere Mayra.

Valeta e Mdina – É a capital de Malta. Tem muitos museus, igrejas e cultura. Todos os dias eles disparam tiros de canhão num jardim muito lindo.

Sliema – É o principal centro comercial e tem as famosas rock beach, que são praias de pedras.

Paradise bay –  Praia pequena, linda e bem aconchegante. Mar azul, areia branca e restaurantes ótimos para comer.

Paceville – Local onde tem várias baladas, com entrada e um drink grátis. “Tocam músicas variadas. Melhores baladas do local são: Soho e Native”, incida Mayra;

Café del Mar – Balada privada a 1h do centro, tem a famosa pool party com um lindo pôr do sol e bons drinks;

Saint Peter’s Pool – Famosa piscina natural onde todo mundo que for no verão tem que obrigação de conhecer e saltar. Além de mergulhar e se divertir com Snorkel.

Quer fazer intercâmbio em Malta? Confira as dicas da Mayra

  1. Planeje-se com antecedência.
  2. Defina o lugar e o motivo da sua escolha.
  3. Estipule uma meta mensal de gastos. Separe uma quantia a mais de dinheiro para os gastos que você não planejou, mas que sempre aparecem.
  4. Coloque limite de gastos diários ou mensais – “Como você vai morar sozinho(a), estipule quanto vai gastar com mercado, baladas, restaurantes, passeios por mês. Se não colocar limite, vai gastar tudo e não vai sobrar nem 1 euro para as lembrancinhas da família.(risos)”
  5. Escolha uma agencia para te ajudar com vistos, escolas, lugares, passagens, seguro viagem e outras necessidades que possam aparecer.
  6. Visite a Itália e faça um mochilão para outros destinos. “Malta é muito perto da Itália. Vale a pena fazer uma visita de fim de semana. Além disso, tem as famosas lowcost, onde você encontra passagens por 19 euros, para Bruxelas por exemplo. Vale a pena programar um Mochilão enquanto estiver estudando lá”, lembra Mayra.

Juliana Fernanda

Juliana Fernanda dos Santos Ferreira, jornalista pós-graduada em Comunicação Corporativa. Adoro novidades com conteúdo. Passear em família é a melhor programação, afinal todo lugar tem algo a se aproveitar e em boa companhia tudo fica ainda melhor.

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