Confira dicas de hospedagem, passagens, pontos turísticos e restaurantes na Rússia, contados pela jovem Jaíne Madureira

Muitas viagens são realizações de sonhos. Desejos motivados por cenas e imagens que vemos e que alimentam a cada dia a vontade de fazer parte daquele cenário real. Foi assim que aconteceu com Jaíne Madureira, analista de Monitoria, da Allianz Partners. Quando era adolescente viu a praça vermelha, da Rússia, na cena de uma novela e a partir daquele momento não tirou mais o lugar da sua cabeça.

Foi em agosto de 2017 que conseguiu realizar seu sonho e viajar para a Rússia. A jovem de 28 anos passou 21 dias das suas férias entre as cidades de Moscou e São Petersburgo. “Minha prima foi morar em Moscou no ano de 2016, o que facilitou para que eu e meu tio fôssemos para lá”, conta Jaíne.

Praça Vermelha, o local mais aguardado por Jaíne

A época da viagem foi muito bem escolhida, um dos meses em que se faz muito calor na Rússia, país tradicionalmente frio. “Por incrível que pareça estava muito calor. Pegamos o único mês que faz um calor absurdo na Rússia (agosto) e chegamos a pegar 33 graus. Somente na última semana que esfriou, chegando a 9 graus. Mas isso em Moscou. Em São Petersburgo fez mais frio que isso”, afirma.

Passagens – As passagens foram compradas direto pelo site da TAP. “Pesquisei muito o preço e estava entre TAP e KLM, decidimos pela TAP para que conseguíssemos conhecer um pouco de Lisboa e deu super certo com as 11 horas de espera para embarcar para Moscou”,

Hospedagem – Em Moscou, Jaíne e seu tio ficaram hospedados na casa de sua prima. Apenas reservaram hospedagem em São Petersburgo.

“O hostel em St Peters foi o Piter Nevskiy, numa das principais avenidas (Nevsky Prospekt). O hostel era bem simples, mas bem limpinho e ficava perto de tudo, então juntou o bom preço com a ótima localização. Recomendo. E para facilitar tem um MC Donalds bem em baixo do hostel, ideal para tomar café da manhã. E ao contrário do que se imagina, quando tratamos algum assunto com um russo eles são bem simpáticos”, indica a jovem.

Curiosidade e regras da Rússia – Uma regra curiosa e que muitas pessoas não sabem é que na Rússia existe uma lei em que todo turista precisa ser registrado de 7 em 7 dias, um documento chamado de registro migratório. Nesse documento fica registrado o seu local de residência, com endereço e período que ficará hospedado. Também é importante andar com seu passaporte, caso algum guarda te pare fica mais fácil de comprovar a regularidade no destino.

Principais pontos turísticos visitados na Rússia

Moscou:

“Moscou é infinita. Gigantesca. Cabe umas quatro cidades de São Paulo lá. Então a cada dia em Moscou fomos a parques enormes”, afirma Jaíne que indica os locais que mais gostou. Confira:

Tsaritsyno – Era o Palácio que Catarina, a Grande, imperatriz russa, mandou construir em Moscou. Além do parque, tem um belo Palácio que hoje é um museu com várias peças utilizadas pelos Czares – imperadores -, pinturas e esculturas. A curiosidade é que em 1785 o primeiro palácio ficou pronto, porém a Catarina achou pequeno e mandou demolir. (hoje é possível ver as ruínas do antigo palácio ainda). Catarina mandou construir outro, porém não viu o resultado pois morreu, e o palácio só ficou pronto mais de 200 anos depois. Vale a pena pagar para conhecer o local por dentro.

Mais informações você encontra no site oficial: http://tsaritsyno-museum.ru/

Jaíne ao lado da estátua de Catarina, no salão de Tsaritsyno

Parque Kolomenskoye – O parque é conhecido pelas construções em madeira e suas ciclovias. É muito grande, tem acesso ao Rio Moscou que tem sua nascente lá. Nesse parque, é possível alugar bicicleta, patinete e outros equipamentos de entretenimento e diversão.  “Eu aluguei um patinete, cerca de 10 reais por duas horas”, indica Jaíne. Tem passeio de barco também.

Em outra parte do parque, em agosto, é possível colher maçãs gratuitamente. Há opções de  restaurantes, barracas que vendem comidas típicas, bebidas em geral e sorvetes.

“A entrada no parque é gratuita. Ideal para fazer picnics, o que fizemos e foi uma experiência singular. Muitos moradores aproveitam para tomar banho de sol e é bem comum encontrar mulheres de biquíni e homens de sunga esticados numa toalha na grama”, comenta Jaíne.

Mais informações você encontra no site oficial: http://www.mgomz.ru/kolomenskoe

Parque  Kolomenskoye

Praça Vermelha – “Confesso que no primeiro dia de passeio, depois de irmos ao Tsaritsyno, foi uma surpresa tão grande feita pela prima que fez com que eu chorasse de emoção quando avistei a Catedral de São Basílio ao longe.

É indescritível a sensação de estar no mesmo local onde tanto você sonhou e imaginou. Pisar naquelas pedras que levariam até lá. É algo poético. A Catedral em si é linda demais, e hoje já não é mais uma igreja e sim um museu que precisa de ingresso para entrar. Não entramos lá pois estava uma fila imensa. Mas não achei ruim.

O único problema é que na Praça Vermelha estava acontecendo um festival em comemoração aos 800 anos de Moscou, então parte dela estava fechada e só iria reabrir na segunda semana de Setembro, então todas as vezes que eu passei por lá, não consegui ver o túmulo do Lenin, por exemplo, pois tinha grade em toda a extensão.

O Kremlin é um espetáculo à parte também. Gigantesco e lindo e imponente. Infelizmente o palácio estava fechado para visitações.

São Petersburgo:

Peterhof – “As mais belas fontes. É muito lindo. E além do parque, ele dá acesso ao Mar Báltico. Não entrei no Palácio, mas o parque em si é maravilhoso cheio de árvores e trilhas. Há também restaurantes lá dentro, onde comemos uma espécie de ‘self-service’. Uma curiosidade é que basicamente o palácio foi construído do nada após a guerra. Ele foi praticamente todo destruído e há fotos espalhadas pelo parque explicando a reconstrução.”

Mais informações você encontra no site oficial: https://peterhofmuseum.ru/

Faxada de Palácio Peterhof

Catedral Sangue Derramado – É considerada a “irmã” da Catedral de São Basílio.  “Na época estava em reforma, mas continuava bela. Numa parte tem a parede que foi baleada pelos alemães. É emocionante e bem triste ao mesmo tempo”, lembra Jaíne.

Mais informações você encontra no site oficial: http://cathedral.ru/

Hermitage – “Esqueça todos os palácios que já visitou um dia. Além de uma belíssima arquitetura, as peças expostas no palácio são raras e belas. Há um pequeno quadro do Da Vinci, múmias, placas com a escrita cuneiforme. São diversas salas para visitar. Prepare-se, pois requer bastante tempo e pernas. O Palácio de Inverno é lindo por dentro e por fora. Assim que chegar e entrar com o ingresso, é necessário deixar casacos e mochilas em um guarda volumes. É com certeza o museu mais lindo do mundo”, indica ela.

Palácio Hermitage

Onde Comer?

Kroshka Kartoshka – Servem variedades de batata assada recheada.

“No Kroshka Kartoshka tem o Smetana, que é um “cream cheese” só que bem mais gostoso, que acompanha tudo que você imaginar. Nesse restaurante comi a batata com bacon picado, smetana, presunto e queijo. Esse restaurante faz parte de uma grande franquia.

Teremok – Uma franquia Russa com comidas típicas do país

“Comi o blini, famosa panqueca, recheada de presunto e queijo e a famosa Borscht, sopa de beterraba. Apesar de eu não gostar de beterraba a sopa é bem boa”, recomenda.

Lanchonete do Palácio Tsaritsyno – Dentro do Palácio tem uma lanchonete que serve diversos tipos de comidinhas e bebidas. Jaíne experimentou Pierogi, um pastelzinho assado também recheado de batata. “Uma delícia. Também tem recheado com frutas vermelhas e Smetana”, destaca ela.

Jaíne também experimentou outros pratos quando esteve hospedada na casa de sua prima. “Comemos o Vareniki, uma espécie de ravióli recheado de batata. Foi a melhor massa que comi na minha vida. Lá é bem comum encontrar essa massa em mercados, ela vem congelada e daí é só colocar na água fervendo, como macarrão e depois acrescentar um molho”, conta Jaíne, que recomenda aos turistas que se hospedam em locais onde é existe cozinha para uso dos hóspedes, como nos casos da maioria dos hostels.

Karavaev Brothers – O local serve comidas típicas à base de peixe e lanches parecidos ao pão de ciabatta, que eles montam como um panini.

“Experimentei o Medovik um bolo de mel e creme azedo. É o melhor bolo do mundo. Também existe outras opções doces, brusqueta e etc. além de bom é barato e é uma franquia, facilmente encontrada por toda a Rússia. Há um bem perto da Praça Vermelha. Eu amei os doces Medovik e o Napoleon que é uma espécie de mil folhas na versão russa”, recomenda Jaíne

Para quem curte comida crudívora, em São Petersburgo há um restaurante chamado RA Family. “A entrada do local é sensacional, e por dentro uma vibe muito boa. Tem cardápio em inglês o que facilita muito a vida. Gostei da pizza de queijo de castanha de caju. É bem diferente, mas gostosa. Tem um smoothie de chocolate com banana também que é bom. Porém, no geral não comeria lá novamente, pois não é o tipo de comida que eu gosto”, indica.

Principais detalhes da Rússia, por Jaíne Madureira

– Maravilhosa, organizada e com pessoas muito educadas. “Apesar de ser um País muito difícil em diversas questões, as cidades são muito limpas e as pessoas bem-educadas. Meu tio tem mais de 60 anos, então as pessoas cediam os lugares nos metrôs e ônibus. Nas infinitas escadas rolantes dos metrôs, todos se mantinham à direita e deixavam a esquerda livre.

– Bons transportes. “A locomoção era muito fácil. Muitas linhas de ônibus, pouco tempo de espera. O metrô muito bem organizado, as linhas ligando toda Moscou até aos aeroportos. E, as estações eram um show à parte de lindas. A mais linda na minha opinião foi a Komsomolskaya, em Moscou”.

 – Moscou é excelente para morar. “Eu tive a oportunidade de ver a vida real de Moscou, além de turista. Tive uma experiência de moradora. Foi sensacional, pois em cada bairro, ou quarteirão sempre tem um mercado, farmácia, dentista, casa de câmbio, banco, loja de roupas e sapatos, loja de tranqueiras em geral, coisas para casa, eletrônicos, restaurantes, Burger King ou Mc Donalds. Sempre tem pontos de ônibus ou bondinho, fora os metrôs. Nesse aspecto é bem fácil morar em Moscou”, admira-se.

“É possível andar somente de metrô, ônibus e bondinho pela cidade pagando um preço razoável se você for na estação e pedir um cartão, no estilo “bilhete único”, é simples e rápido. Você carrega por exemplo para utilizar 50 bilhetes, e pode andar livremente por qualquer transporte público”, ensina ela.

Idioma – Trocando molho de tomate por Ketchup

Jaíne destaca que se esforçou para se familiarizar com o idioma, mas que não é tão fácil assim. “Demais. Eu decorei o alfabeto cirílico para ler algumas coisas e palavras simples, como por favor, obrigada, sim, não, entre outras. Eu sabia como pedir uma água, entendia o caixa nos mercados e lojas perguntando se eu queria sacola (todas sacolinhas são pagas), qual a forma de pagamento, etc.

Em Moscou foi bem difícil achar alguém que falava inglês. Encontrei apenas uma moça numa loja de souvenir próximo à Praça Vermelha, porém ela queria falar em espanhol (o que não é meu forte) e ainda perguntou se Buenos Aires era a capital do Brasil… (risos)”, se diverte Jaíne.

A jovem turista brasileira também fez confusão no supermercado. “Um dia fui no mercado só com meu tio, para comprarmos algumas coisas para fazer a janta. Eu ia fazer um macarrão, então comprei tomates, cebola e peguei molho de tomate. Chegando no apartamento, fui preparar e estava estranhando o molho, pois achava que ele estava meio doce e ácido, foi quando descobri que comprei ketchup e não molho de tomate… porque eu não sei russo suficiente para isso…, mas no final deu certo. A gente conseguia se virar bem para comprar leite, iogurtes, e coisas do tipo. Também tivemos a sorte de contar com minha prima e seu marido, que estavam sempre por perto para ajudar com o russo.

Já em São Petersburgo foi mais fácil, a maioria arriscava a falar mais e nos entendíamos”, completa ela.

Seguro Viagem Europa

Jaíne fez o Seguro Viagem Allianz. “Além de ter um ótimo atendimento e cobertura, o preço saiu bem em conta. Quase utilizei quando minha Rinite atacou, mas graças a Deus foi só um dia”, recomenda.

Dicas da Jaíne para planejar uma viagem para a Rússia:

Moeda – Troque o real por Euro e em Moscou troque pela moeda local, que é o Rublo

Idioma – Estude um pouco do idioma, é essencial. Ou tente contratar um intérprete.

Trace um roteiro – Faça roteiro e pesquise sobre os locais. Eu pesquisei muito cada lugar que eu queria visitar por mais de seis meses. Li diversos blogs para saber das experiências de cada um e o que visitar e consegui muitas dicas. (indico o da Lalá Rabelo, Melhores Destinos)

Experimente as comidas locais – Prove os diferentes refrigerantes, o de estragão por exemplo, não é muito bom, mas vale a experiência. Ou a Sprite de pepino, que é muito boa. Beba o Kvas, o “refrigerante” de cevada, para quem gosta de cerveja preta e mais amarga, é ótimo. Compre e experimente as Vodkas russas.

Ande pelo Parque Gorky – Enquanto caminha ouça Wind of Change dos Scorpions, experiência única.

Evite comprar água – Leve garrafa de água de casa e encha nos parques por lá. Sempre tem bebedouros espalhados pelos parques.

Tenha sempre moedas – Alguns banheiros públicos são pagos, então tenha sempre moedas para liberar a entrada.

Visite a rua Arbat e o shopping GUM –  Os locais são indicados para compras. Visite o Shopping GUM também, além de ter diversas lojas é um espetáculo à parte.

Visite os inúmeros parques – A maioria dos parques não cobram a entrada, então aproveite os dias ensolarados nessas paisagens maravilhosas e faça um picnic à beira do rio. Deite na grama e contemple o céu.

Conheça as “Sete Irmãs” – É um conjunto de Torres espalhadas por toda Moscou, sete no total, que são diferentes coisas. Visitei duas: um Hotel e uma Universidade. São lindas heranças da era Stalinista.

Jaíne posa para foto em frente a Universidade MGU, umas das “sete irmãs”, heranças da era Stalinista

Visite livrarias – Vá a Bíblia Globus, que fica próxima à Praça Vermelha e a Dom Knigi, perto da rua Arbat.

Faça como a Jaíne, curta a viagem com tranquilidade e aproveite todos os cantinhos do destino. Não esqueça de fazer um Seguro Viagem 😉

Juliana Fernanda

Juliana Fernanda dos Santos Ferreira, jornalista pós-graduada em Comunicação Corporativa. Adoro novidades com conteúdo. Passear em família é a melhor programação, afinal todo lugar tem algo a se aproveitar e em boa companhia tudo fica ainda melhor.

COMENTÁRIOS